O ambiente de processamento:

Ubuntu 11.04 (64 bits)

– QGIS 1.8 (versão em desenvolvimento compilado em 4 de junho 2011)

1) As etapas de georreferenciamento de imagens de satélite no QGIS foram feitas utilizando dois complementos:

1.1) Georreferenciador GDAL:

Georreferencia a imagem de satélite com pontos de controle(GCP)

1.2) GdalTools:

Habilita o menu Raster no QGIS

2) Imagens utilizadas:

2.1) Como referência(georreferenciada pela USGS):

http://www.dgi.inpe.br/CDSR/manage.php?INDICE=L5TM23306620070701.GLS&DONTSHOW=0

2.2) Imagem a ser georreferenciada:

http://www.dgi.inpe.br/CDSR/manage.php?INDICE=L5TM23306620110525&DONTSHOW=0

3) Preparação das imagens

3.1) Referência:

3.1.1) Fazer o empilhamento de bandas (3, 4 e 5).

Pelo QGIS (ferramenta Mosaico no menu Raster)

OBS: Pode-se executar no console o procedimento pelas ferramentas da GDAL, exemplo:

python gdal_merge.py -n 0 -separate -of GTiff -o L5233066_06620070701_B345.TIF L5233066_06620070701_B30.TIF L5233066_06620070701_B40.TIF L5233066_06620070701_B50.TIF

3.1.2) Alterar a projeção da imagem da USGS.

Obs(s):

– A imagem da USGS foi feita com a orientação ao Norte, e no caso de ser utilizada no QGIS até a versão 1.6, deve-se orientar a imagem p/ o Sul.

– O QGIS 1.7 permite on the fly p/ imagens, logo, ao configurar o sistemas de referência no mapa do QGIS, a imagem terá seus sistema de referência ajustado.

Pelo QGIS (ferramenta “Trocar de projeção” no menu Raster):

3.2) Imagem a ser georreferenciada:

3.2.1) Fazer o empilhamento de bandas (3, 4 e 5).

OBS.: O complemento de Georreferenciamento (e a GDAL) trabalham com as coordenadas em sistema matricial (Coluna/Linha), como as imagens do INPE vem com o georreferenciamento, deve-se gerar o empilhamento com a opção “PROFILE=BASELINE”, assim, a imagem empilhada não possuirá georreferenciamento (conhecido como “RAW”), permitindo a utilização de coordenadas no modo matricial no complemento. AVISO! Utilizar APENAS imagem RAW no complemento de georreferenciamento.

4) Georreferenciamento no Complemento

O complemento é amigável para se trabalhar, oferecendo bons recursos, como exemplos, habilitar e desabilitar GCP, fazer o link entre as janelas (QGIS e Complementos), salvar e ler a tabela de GCP, mover os GCP em ambas as janelas.

Para usuários que já utilizaram ferramentas de georreferenciamento não terão dificuldades no uso do complemento. A observação está no sistema de referência no mapa do QGIS, esse, deve ser o mesmo utilizado para o processamento do geroreferenciamento.

Pode-se verificar os GCP’s (pontos vermelhos) em ambas as janelas e confirmar o sistema de referência no mapa do QGIS (canto inferior direito) igual ao sistema de referência utilizado na transformação.

  • Primeiro quero te agradecer pelo esforço em estimular as vantagens do uso do QGIS. Segundo parabéns pelo excelente tutorial. Cada vez mais eu aprendo com QGIS.

    Aproveito para perguntar se o QGIS tem funções de processamento digital de imagens, como classificação, por exemplo. E se seria possível vocês elaborarem um tutorial com este fim.

    Um abraço e obrigado.

  • Luiz Motta

    José,

    Obrigado pelo elogio.

    O QGIS possui uma arquitetura de plugins, e é por meio deles, que novas funcionalidades são oferecidas aos usuários. Um dos aspectos de um projeto aberto da OSGEO (ver mais detalhes no site do QGIS) é o aproveitamento/colaboração com outros projetos abertos, assim, os desenvolvedores do QGIS não vão investir em “processamento de imagens” e sim, oferecer uma interface dentro do QGIS(via plugins) que permitem utilizar rotinas de processamento de imagens em outros pacotes.

    Existe o plugin p/ o GRASS que faz processamento de imagem, para sua utilização precisa entender o GRASS, o que nem sempre é tão rápido, mais detlahes pesquise por “GIS GRASS”.

    Tem outros projetos em andamento, como o plugin para o pacote OTB(Orfeu toolbox libray) e o OSSIM.

    Um dos projetos que está em discussão é a utilização de framework de processamento, onde, é oferecido uma interface homogênea para executar modulos de outros pacotes.

    No momento, não é possível ter a sua resposta.

  • Bruno Lima

    Parabéns pela iniciativa de divulgação do uso de GIS livre.
    Gostaria de aproveitar e perguntar se existe algum curso ensinando o manuseio do software, pois tenho muito interese no assunto e caso positivo onde consigo maiores informações sobre tal.
    ATT. Bruno Lima

  • Agradeço o elogio.

    Não conheço uma empresa que tenha o QGIS em sua grade de curso, procure o Arthur(moderador do site) , talvez, ele possa te indicar um curso.

    Vc. pode procurar materiais sobre o QGIS, no próprio site do QGIS (www.qgis.org) tem tutoriais(inglês) e também tem alguns materiais avulsos em português na Internet.

    Abraços

  • Pingback: SIGWEB de Gelo e Fogo | F.Norte()

  • Arthur Nanni

    Olha sempre aqui antes.

  • Erivaldo Martins

    não tinha conhecimento deste software, estava habituado com o SPRING, estou achando interessante esta nova ferramenta, onde posso encontrar mais tutorial para eu ter a certeza de que este soft supre todas minhas necessidas?

  • Arthur Nanni

    Dá uma boa googlada que tem muita coisa. Aguarde mais uns dias que o manual em português estará disponível.

  • Felipe Dantas

    Olá luiz mota, no caso de eu quero georreferenciar banda separadamente (1 de cada vez) como faço para dar uma limpa no arquivo de georreferenciamento da mesma ? Este procedimento de empilhamento e “PROFILE=BASELINE”, serve para as imagens landsat 8 ?

  • Felipe,

    O PROFILE=BASELINE é uma par de “chave=valor” usado como opção (-co) nos utilitários da GDAL [1] . Essa opção depende do formato da Imagem e não da característica da fonte, se a imagem do Landsat 8 estiver em Geotiff, esse aceita a opção PROFILE=BASELINE.

    Georeferenciar a banda separadamente, vc. está dizendo que tem apenas uma banda, como exemplo do HRC ?

    Se vc. quer georeferenciar uma banda, vc. pode usar a opção(botão) “Script GDAL” para gerar o script contendo as chamadas dos utilitários da GDAL (gdal_translate e depois o gdalwarp), o gdal_translate insere os GCP’s na imagem e o translate executa esses GCP’s juntamente com o tipo de transformação.

    Vc. pode usar PROFILE=BASELINE para no gdal_translate, assim, configura os pontos de origem com coordenadas matriciais . Não fiz esse teste.

    Observação na versão 2.0 do QGIS:
    Foi feito o patch [3] para trabalhar com imagens com georeferenciada, e mais algumas funcionalidades, como fazer o contraste na imagem a ser georeferenciada, por coincidência, o teste que fiz foi com uma imagem com apenas uma banda [4].

    [1] http://www.gdal.org/gdal_utilities.html, ver opção -co NAME=VALUE
    [2] http://www.gdal.org/frmt_gtiff.html
    [3] http://hub.qgis.org/issues/2465
    [4] http://hub.qgis.org/attachments/3305/Georeference_path.png

  • Felipe Dantas

    Luiz, fiquei sabendo dessa possbilidade da versão 2.0, e fiz um teste e deu certo georrefenciar uma única banda. Porém como ainda está em fase de teste, não poderia utilizar o mesmo pois estou fazendo um atigo e acho que nao poderia utilizar a versão de teste, entao utilizo a versão 1.8. Não entendo muito (quase nada) de linha de comando, mas no caso para executar o gdal_translate e o gdalwarp preciso do fw_tools, certo ? Poderia disponibilizar como faço isso, ou seja, o que escrevo lá na linha de comando do fw_tools !?
    O formato das imagem é geotiff.

  • Felipe,

    Acredito que vc. não tem problemas em citar o QGIS versão Master (desenvolvimento) p/ um artigo/paper.

    O Script utiliza os utilitários da GDAL, e vc, pode ver as chamadas dos utilitários no arquivo gerado pelo plugin.

    O gdal_translate e o gdalwarp são utilitários da GDAL, o QGIS instala esses utilitários.

    Utilizo Linux, assim, não temos problemas com o famoso “inferno da DLL” pela instalação dos programas em windows quer usam a mesma bibliotecas (Ex.: FWTools, QGIS, ..).

    Acesse o atalho OSGEO instalado pelo QGIS, e use os comandos da GDAL.